Segundo projeções demográficas, a população mundial atingirá, muito em breve, a marca de sete bilhões de habitantes. O primeiro bilhão de habitantes foi alcançado no inicio do século XIX.
O crescimento desenfreado da população mundial traz muitas preocupações, principalmente quando se observa a demanda por alimentos, por recursos naturais e pela geração de energia.
A partir da Revolução Industrial é possível observar um aumento significativo do consumo de água per capita. Ao mesmo tempo em que se vê o aumento desse recurso, contempla-se a setuplicação do número de pessoas no planeta, ou seja, há cada vez mais pessoas consumindo muito mais recursos naturais, principalmente a água.
A demanda por novas áreas agrícolas tem provocado a devastação de inúmeras áreas florestais, causando danos irreparáveis à fauna e à flora. A expansão de culturas comerciais provoca a devastação de ecossistemas e, do ponto de vista social, a supressão de áreas destinadas às culturas alimentares e à agricultura familiar, que estão sendo substituídas por monoculturas.
No estado de São Paulo, motivadas pela expansão dos carros flex, as lavouras de cana tornaram-se hegemônica, o que eliminou o cultivo de arroz, feijão, milho e outras culturas alimentares.
Quantos aos impactos sociais e ambientais como o desmatamento, a competição entre áreas bicombustíveis e de alimentos, a erosão do solo, a pressão sobre os recursos hídricos e a ditadura das multinacionais que impõe produtos que não oferecem segurança biológica, como é o caso das plantas transgênicas, esse modelo capitalista de produção e ocupação do espaço preocupa muito.
Torna-se salutar mensurar as conquistas tecnológicas alcançadas no setor agropecuário, principalmente no tocante a biotecnologia. Todavia, não podemos ocultar os impactos sociais e ambientais causados pela necessidade de produção de energia limpo.
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